31
dez
09

2009. O ano que queremos esquecer.

2009 se foi. Vai tarde. Não foi um ano bom, pelo menos pra mim. Passei momentos muito difíceis (talvez os mais difíceis nesses quase 30 anos), consegui superar uns, outros não. Ok. Vamos ao retrospecto…

Comecei o ano passando uma barra, consequência do ano de 2008. Problemas pessoais e emocionais, que me levaram a uma forte depressão logo no início do ano. Nunca tinha estado tão mal em toda minha vida. Tudo parecia tão sem sentido para mim. Sem sentir fome, sono, disposição e medo por vários dias, parecia que não tinha mais alma. Viver para que?

A ajuda acabou chegando de várias formas: médiuns, psiquiatra, psicólogo e sertralina me confortaram, e voltei à vida novamente em fevereiro. Daí pra frente criei este blog que me ajudou a passar para fora os meus sentimentos, voltei ao trabalho, que por incrível que pareça é o que mais gosto de fazer, e iniciei o curso de mestrado que me deixou ocupado boa parte do tempo.

Em maio, às vesperas do meu aniversário, quando achava que estava curado da depressão, mais uma vez me vi caindo num abismo, sem fundo. Dessa vez a barra foi pior. Parecia que tudo se repetia numa intensidade muito maior. Elevado ao quadrado. Dessa vez, a a ajuda não veio de fora. Mas de dentro. E solitáriamente.

No segundo semestre, busquei através apenas do trabalho, sair desse abismo no qual eu havia caído. E como trabalhei. Além das aulas no Prodor, escola em que dou aula (e me estresso com frequência com os meus 240 alunos), passei a dar aulas também em um curso preparatório para o Cefet. Continuei trabalhando no Observatório, uma das coisas que mais amo fazer, e que me deu nesse período a oportunidade de viajar três vezes, o que foi muito benéfico (fui para Curvelo, Lavras e Bom Sucesso). No mestrado, além de ir para Cordisburgo, participei de meu primeiro congresso como pesquisador, num evento nacional, o Enpec em Florianópolis. Conheci o mar e isto também foi muiiiito benéfico.

Os problemas pareciam esquecidos, e realmente esta sobrecarga de trabalho me deixou ocupado o suficiente para esquecer que eu estava mal. Já no fim do ano, no início de dezembro, a sobrecarga de trabalho parecia ter também se elevado ao quadrado com o fim do semestre, a entrega do projeto de pesquisa, o fechamento do ano no Prodor e no curso preparatório…………………………………. Piripaque!!

A mais forte dor abdominal desde a descoberta do Crohn me levou ao hospital no dia 07/12. Resultado: 5 dias internado.

Na semana seguinte retornei ao trabalho, finalizei tudo o que pude, entreguei projeto, e ganhei um presente de Natal……………………………. 2º piripaque.

Dia 26/12, um abcesso no intestino me obrigou a passar mais 5 dias no hospital. Dia 28 ele foi extraído e ontem voltei pra casa. FIM DE 2009.

É ou não é para querer esquecer este ano??

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