23
fev
10

com o rádio desligado

Ouvir rádio era um hábito comum que eu tinha antigamente. Hoje dificilmente eu ligo o aparelho de som para sintonizar uma emissora de rádio. O motivo: bem…

Lembro que nos anos 80 um dos melhores programas de rádio aqui em BH era o “telefone colorido”, transmitido pela rádio Cultura AM. Era uma espécie de Cassino do Chacrinha radiofônico!

Ao mesmo tempo, a BH FM se popularizava tocando os grandes sucessos populares do momento, que naquela época eram as músicas que entravam nas trilhas das novelas da Globo, em programas como o “Expresso 102” e o “Vote 102”. E os sucessos antigos podiam ser ouvidos nos programas “Recordações” e “GoodTimes”. E por muito tempo, a BH FM foi considerada a melhor rádio pop de BH, tanto que muitas copiavam o seu estilo de programação como a Rádio Cidade e a Líder FM.

Já nos anos 90, o tipo de música popular foi se modificando. Estourou o Axé e o pagode, e aquela música que até então era considerada pop foi desaparecendo das paradas de sucesso. Foi quando surgiram as rádios que investiram no Dance que também estava emergindo. Em BH, a rádio Extra FM, a Jovem Pan, a Transamérica e a 98 FM adotaram este estilo e passaram a tocar o chamado Eurodance, ou música House como ficou conhecido aqui.

Lembro de grandes programas como “as 7 melhores” e “Ritmo da Noite” da Jovem Pan e o “98 decibéis” da 98 FM. Mas o que eu mais gostava de ouvir era a programação da Extra FM, definitivamente a melhor rádio Dance que teve em BH. Logo de manhã era transmitido o “Silicone” com a Drag Tieta Presley. Em seguida, o “Meio dia e dance” com o DJ Alberto. À tarde, a programação da parada, seguido do programa de rap. À noite, após a “Voz do Brasil” era transmitido o “Graffite” (o pior programa da rádio apresentado pelo Easy Rider e atleticano Dudu) e para fechar o “gás total” com o Dj Chambinho. Bons tempos!

No entanto, no fim dos anos 90 esse estilo também foi modificado e a rádio Extra FM passou a investir no que há de pior na música brasileira, bem como a BH FM. A Líder FM se converteu e virou evangélica, a Jovem Pan passou a tocar música pop internacional (estilo boy bands) e a 98 FM ganhou o público da MTV que gostava de Rock, passando a ser a melhor opção, juntamente com a rádio Savassi, uma saudosa emissora underground que ficou pouco tempo no ar.

Hoje em dia, se você liga em uma rádio, seja ela qual for, dificilmente encontrará outra coisa que não seja Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Zezé di Camargo e Luciano, Victor e Léo, Calcinha Preta, Djavú, NXZero, Akon, Beyoncé, Lady Gaga….

Enfim, eis o motivo pelo qual não vale a pena ouvir rádio mais.

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1 Response to “com o rádio desligado”


  1. agosto 10, 2012 às 15:27

    que locura muita doideira heheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheh tcha


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